“Eu desisti”, afirma Peter Sunde, fundador do Pirate Bay

Entrevista de Peter Sunde:

http://motherboard.vice.com/pt_br/read/fundador-do-pirate-bay-declara-eu-desisti

Trechos:

Quão mal das pernas vai a internet livre?

Bom, não temos uma internet livre. Não temos isso há um bom tempo. Logo, não dá pra falar de internet livre porque não existe mais. O problema é que ninguém impede nada. Estamos perdendo privilégios e direitos o tempo inteiro. Não ganhamos nada em setor algum. A tendência é uma só: uma internet cada vez mais controlada e fechada. Isso tem um impacto enorme na nossa sociedade. Se você tem uma internet mais oprimida, você tem também uma sociedade oprimida. E deveríamos nos focar nisso.

Mas ainda pensamos na internet como esse novo Velho Oeste. Nada está escrito em pedra ainda, então não ligamos. De alguma forma tudo vai dar certo. Mas não é por aí. Nunca vimos tanta centralização, desigualdade e capitalismo extremos. Porém, de acordo com o marketing feito por gente como Mark Zuckerberg e empresas como o Google, tudo é feito para ajudar a rede aberta e promover democracia, e por aí vai. Ao mesmo tempo, são monopólios capitalistas. É como confiar no vilão pra fazer boas ações. É bizarro.

[…]

Há algo concreto no qual deveríamos focar? Ou precisamos de uma nova forma de pensar? Uma nova ideologia?

Bem, creio que o foco tem que ser que a internet é exatamente o mesmo que a sociedade. As pessoas talvez percebam que não é a melhor das ideias ter todos seus dados e arquivos no Google, Facebook e servidores de empresas. Todas essas coisas precisam ser comunicadas até o nível político, claro. Parem de tratar a internet como algo diferente e comecem a focar no que vocês querem que a sociedade seja. Temos que consertar a sociedade antes da internet. É a única coisa a se fazer.

Texto completo em:
http://motherboard.vice.com/pt_br/read/fundador-do-pirate-bay-declara-eu-desisti


 

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Do fundo do baú

Olá.

Hoje, ao mexer em pastas de minha época de estudante do segundo grau, encontrei algumas partituras de composições de cuja existência eu nem me lembrava, e que quase certamente nunca foram tocadas. (Também achei arranjos de uma melodia medieval, que abordarei em separado.)

Uma das peças é um prelúdio em tempo Moderato para dois violões, que conta com partitura (datada de 06 de julho de 1994) e parte de 2º violão:

moderato-2-violoes

Outra peça é uma melodia sem título, com características de música da América de colonização espanhola. O manuscrito não tem data, mas provavelmente também é de 1994, pois foi encontrado na mesma pasta que o Moderato e está anotado de maneira similar (pentagramas escritos a caneta sobre folha de caderno comum com arestas cortadas a tesoura). A música está incompleta, e parece ter sido anotada como rascunho: as notas são escritas a lápis, e as linhas do pentagrama irregularmente espaçadas, como feitas às pressas. Uma sugestão para finalização consiste em voltar ao início e terminar no do terceiro compasso do terceiro pentagrama.

melodia-sem-titulo

A terceira peça é uma melodia cifrada, com data de 28 de julho de 1994, que deu dúvidas se seria uma composição minha ou anotação de música alheia. Algumas frases parecem copiadas de outras músicas. Porém, acho improvável que eu cuidasse de datar duas vezes uma música preexistente: colocar data no início e no fim da partitura é uma forma de registrar, respectivamente, quando começou e terminou o processo de composição. (Além disso, alguns elementos melódicos e harmônicos dessa peça me lembram a Melodia I, cuja forma atual foi fixada em uma partitura de 1996.)

melodia-cifrada-28-07-1994_

Até mais,
Hudson Lacerda
(08 de dezembro de 2015)